A tecelagem é conhecida por ser uma das
formas de artesanato mais antigo ainda presente nos dias de
hoje.
Há cerca
12.000 anos, portanto, na Era Neolítica,
os primeiros homens usavam o princípio da tecelagem entrelaçando pequenos
galhos e ramos para construir barreiras, escudos ou cestas. Teia de aranha ou ninho de pássaros podem ter sido as fontes
de inspiração tal trabalho. Uma vez que essa técnica já era conhecida é muito
provável que o homem primitivo tenha começado a usar novos materiais para
produzir os primeiros tecidos rústicos, e, mais tarde, vestuário.
A data
exata de quando nossos ancestrais abandonaram suas peles de animais e passaram
a ser proteger e se vestir usando fibras entrelaçadas, tanto de origem animal
quanto vegetal, ainda não foi definida pelos estudiosos.
Escavações
arqueológicas têm encontrado material feito de fibras fiadas e entrelaçadas,
mas esses "tecidos" são muito grosseiros e estão mais parecidos a
cestas de trabalho. O exemplo mais antigo de tecido descoberto na Europa, na costa Dinamarquesa,
data do fim da Era
Mesolítica, entre 4600 e 3200 a.C., mas as descobertas no Peru, no alto da 'Sierra
del Norte' são muito mais antigas.
O primeiro
tear foi provavelmente algo tão simples quanto uma estrutura vertical
construída de galhos, no qual os fios eram pendurados e tensionados. Outros
fios eram então entrelaçados manualmente, a um certo ângulo daqueles já
tensionados, criando um tecido rústico.
Aos Gregos é atribuída a transferência do tear de
posição vertical para a horizontal, e aos egípcios a fixação dos fios de urdume em dois
galhos a fim de poderem ser separados de modo a facilitar o entrelaçamento dos
fios.




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